Sua empresa fatura bem e mesmo assim o site parece de quem está começando
O seu produto amadureceu. Sua operação amadureceu. Seu faturamento amadureceu. E aí o cliente entra no seu site e encontra uma empresa que ainda parece estar pedindo licença para existir.
Existe um momento constrangedor que quase todo empresário de negócio consolidado já viveu. Um cliente grande, um fornecedor importante ou um parceiro em potencial pergunta o endereço do site. Você fala. E por um segundo torce para que ele não abra ali, na sua frente.
Não é vergonha do negócio. O negócio vai bem. É vergonha do descompasso. A empresa cresceu, a comunicação ficou parada em 2015, e o site virou a peça que denuncia esse atraso para qualquer pessoa com um celular na mão.
O problema não é estética, é estrutura
A tentação é olhar para o site antigo e concluir que ele está feio. Trocar as cores, atualizar a fonte, colocar uma foto melhor no topo. Isso resolve a aparência por três meses e não muda absolutamente nada no resultado.
O problema real é mais fundo. O site foi feito para existir, não para trabalhar. Alguém, em algum momento, precisou de um endereço para colocar no cartão e no rodapé do Instagram. Contratou o mais rápido, o mais barato, o sobrinho que mexia com isso. O objetivo era ter. Nunca foi vender, qualificar ou posicionar.
Um site feito para existir tem sintomas claros. Você reconhece o seu em pelo menos três destes:
- Fala o que a empresa faz, mas não deixa claro por que alguém deveria escolher ela.
- Não tem estrutura de decisão: o visitante entra, lê, e não sabe qual o próximo passo.
- Trata todos os visitantes igual, quando na prática existem três ou quatro perfis de cliente muito diferentes.
- Não conversa com quem tem verba maior, porque foi escrito para não assustar quem tem verba menor.
- Some no celular, onde a maior parte das pessoas realmente acessa.
Nenhum desses pontos se resolve com design. Todos se resolvem com estrutura. É por isso que um site profissional para empresa madura não é um projeto gráfico, é um projeto de arquitetura de decisão.
O cliente questiona o seu preço olhando o seu site
Aqui está a parte que custa dinheiro de verdade, e quase ninguém contabiliza.
Quando você cobra um preço acima da média, o cliente precisa justificar essa diferença para si mesmo. Ele procura provas de que você vale o que pede. E o primeiro lugar onde ele procura não é o seu produto. É o seu material. É a sua comunicação. É o seu site.
Se a empresa cobra como líder de mercado e se apresenta como iniciante, o cliente não conclui que ela é barata. Conclui que ela está cara.
Esse é o ponto cego mais caro de um negócio consolidado. O empresário acredita que o cliente avalia o preço olhando o produto. Não avalia. Ele avalia o preço olhando a percepção de valor construída em volta do produto. Um site amador derruba essa percepção antes da conversa começar, e você perde a venda grande sem nunca saber que ela existiu.
Negócio pequeno perde venda pequena com site fraco. Negócio grande perde venda grande. O prejuízo cresce junto com o faturamento, e continua invisível, porque o cliente que desistiu no site nunca liga para dizer que desistiu.
Por que empresas que faturam bem ficam para trás
Não é falta de capacidade nem de dinheiro. É uma ordem de prioridades que fez sentido durante anos e parou de fazer.
Empresas assim cresceram pela operação. Pelo boca a boca, pela indicação, pela qualidade entregue, pela relação de confiança construída no olho no olho. A comunicação nunca foi o motor, então nunca recebeu atenção. Funcionou. Até o mercado mudar.
O que mudou foi simples: hoje o cliente pesquisa antes de falar com você. Ele forma opinião sozinho, no celular, às onze da noite, antes de qualquer contato humano. A decisão que antes acontecia na reunião agora acontece na tela. E se a tela não trabalha a seu favor, muita gente nem chega na reunião.
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O que muda quando o site passa a trabalhar
Um site construído com estrutura não fica bonito por acaso. Ele fica claro de propósito. E clareza, quando é intencional, tem consequência comercial direta.
É esse o eixo do meu processo, o método EVR: Estrutura, Visual e Resultado, sempre nessa ordem. A estrutura decide o que dizer, para quem e em que sequência. O visual traduz a autoridade que a empresa já tem para dentro da tela. O resultado é a consequência de fazer os dois primeiros certos.
Na prática, um site profissional para uma empresa consolidada faz três coisas que o site antigo não faz:
- Alinha percepção e realidade. A empresa passa a parecer do tamanho que ela é. O cliente para de descontar o valor mentalmente antes de conversar.
- Qualifica quem chega. A estrutura separa curioso de comprador, e você passa a conversar mais com quem tem verba e menos com quem só está pesquisando preço.
- Conduz à decisão. Cada seção existe por um motivo e leva ao próximo passo. O visitante nunca fica sem saber o que fazer.
Isso não é sofisticação para impressionar. É estrutura para converter. A diferença entre um endereço na internet e um ativo comercial está inteira aí.
A pergunta que resolve a questão
Não pergunte se o seu site está feio. Estética é subjetiva e você vai passar meses discutindo cor de botão sem sair do lugar.
Pergunte outra coisa. Se um cliente que nunca ouviu falar da sua empresa entrasse no seu site agora, ele acreditaria que está diante de um líder do seu mercado? Ele entenderia, em dez segundos, por que deveria escolher você em vez do concorrente? Ele saberia qual o próximo passo?
Se a resposta for não, o problema nunca foi o design. É estrutura. E estrutura é exatamente o que separa a empresa que fatura bem da empresa que finalmente parece que fatura bem.
Sua empresa cresceu e o site ficou para trás
Se o seu negócio já é referência na prática e a comunicação ainda não mostra isso, vale conversar. Eu analiso a estrutura do seu site atual e mostro onde ele está custando venda, sem enrolação.
Gabriel Castro
Web designer há 11 anos, mais de 500 projetos entregues no Brasil e nos Estados Unidos. Escrevo sobre o que faz um site passar autoridade e transformar visita em cliente.